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atitudesoupalavras:

A noite chega e traz consigo o frio que faz meu peito aquecer. Me encontro em estado que desconheço, só tento achar uma razão para isso esta acontecendo agora. Mas quem disse que sentimento tem razão? A sensação que essa pergunta me causa é no mínimo estranha. Eu me pergunto como tudo aquilo pôde acontecer, como hoje me encontro em minha casa, apenas com a companhia da solidão e do silêncio que sempre me invadem quando me encontro assim. O sentimento desconhecido já foi um pouco abafado pelos mesmos. Ou talvez eu mesma o tenha abafado. Já nem sei. Tenho um certo rancor do novo. Certas coisas novas me tiraram coisas antigas que amei. Nunca parei para pensar que as coisas antigas um dia foram novas, e que tive o mesmo receio. Isso sempre me doeu. Mas, afinal, em mim, o que não dói? O sentimento sufocado tentava sair pelas bordas das minhas barreiras sem sucesso inicialmente. Mas persistiu. E eu como tola que sou, por um momento de distração, deixei o novo sentimento invadir o peito, a mente, a razão. Receosa, me escondi atrás do silêncio e da solidão. Mas o novo sentimento era forte. Me tirou de todas as máscaras, me viu como era. Me encarou de frente com o sorriso. O sentimento é avassalador, é forte, é verdadeiro. Causa dor, mas causa alegria, causa a causa, causa a fonte. Esse sentimento, é o único sentimento que me salva a cada dia, que me levanta mesmo que me derrube. Esse sentimento, você, você sabe o nome do mesmo, mas talvez não o conheça como eu. Esse sentimento, se chama amor. Amor de pais, amor de irmãos, amor de amigos, amor de amor. Não importa. Era amor. Amor de uma forma que não sabia existir. Uma forma tão pura, tão forte. Tão amor. Tão verdade.

Beatriz Gonçalves

(Source: ninhos)

Photo postada em 3/06/2011 - 8:50pm | Notes | (Reblogue this)

Não tem jeito, você continua mexendo comigo de um jeito que nenhuma outra pessoa conseguiu. Você, com essa sua mania de me encantar, continua me fazendo sorrir ao simplesmente ver uma pessoa que tem um jeito semelhante ao teu. Me faz parar um pouco com essa mania de te procurar em todo lugar, amor. Me faz parar um pouco e depois me faz voltar com força. Me faz te ver de um jeito diferente. Me faz procurar um pouco de mim em ti. Quem sabe assim, eu pare de ver tanta beleza, tanta doçura. Talvez, só talvez.

Beatriz Gonçalves (via atitudesoupalavras)

(Source: ninhos)

Quote postado 3/06/2011 - 8:49pm | 10 notes | (Reblogue this)

atitudesoupalavras:

O que vem, também vai. O que vai, talvez volte. O que bate doí, mas o que doí nem sempre bate. O que a gente esqueceu um dia já esteve tão presente que chegava a sentir o cheiro de chocolate que saia da tua pele. Mudanças acontecendo em piscares de olhos, não que me incomode. Nesse caso, seria fuga de tudo que doí. Essa minha pele atualmente morena já foi tão clara quanto neve, mas as marcas tomaram conta da mesma. Eu prefiro o preto ao branco, o sorriso doce às palavras amargas. Essa segunda-feira fez sentido estranho, sensação de vazio. Parece corpo sem alma. Não o contrário. Essa minha metade tão presente faz doer tanto o outro pedaço que falta. Essa mania de sentir tanto e acabar não sentindo nada me cansa, sabia? Pena que não transparece. Eu me fecho demais no meu mundo. Sem pretensão alguma de sair do mesmo.

Beatriz Gonçalves

(Source: ninhos)

Photo postada em 3/06/2011 - 8:49pm | Notes | (Reblogue this)

atitudesoupalavras:

Interprete como quiser, mas eu espero pelo sorriso sentada na cadeira embaixo do sol, sem procura por sombra fresca, passo pela vida sem sentir medo de me perder e não me achar, marco vida com o vermelho do meu batom sem medo de ouvir uma reclamação com olhar. Sinto o sabor das flores azuis que ainda insistem em dizer que não existem. Sabe, eu procurei tanto por olhares brilhantes que os foscos agora me parecem apenas um prêmio de consolação. Procurei por amores enraizados em locais desabitados e vaguei sem rumo nesse mundo. E, pensando bem, vejo que a dor estava presente em todos os lugares. Eu, caçador, caça-dor, amador, ama-dor. E repito, oh meu amor, interprete como quiser.

Beatriz Gonçalves

(Source: ninhos)

Photo postada em 3/06/2011 - 8:49pm | Notes | (Reblogue this)

atitudesoupalavras:

As espadas se tornaram pensamentos afiados, que se transformaram em palavras cortantes; o amor se tornou escudo, armadura que machuca, que dói. Era uma luta já perdida, eu sabia. Mas tudo parecia tão ganho, tão nosso. Parecia, mas não estava. Nem de perto, nem de longe, nem doce, nem amargo, nem quente, nem frio. Era tudo intermédio e isso cansava. A insanidade que eu tinha havia me deixado intensa demais para intermédios. É, era cansaço. Cansaço de tudo e mais um pouco. Esse um pouco era o que me aguçava, instigava a continuar procurando intensidade e extremidade nos intermédios que me eram dados, por essa louca vida que levo.

Beatriz Gonçalves

(Source: ninhos)

Photo postada em 3/06/2011 - 8:49pm | Notes | (Reblogue this)

atitudesoupalavras:

Meus olhos de sonhadora sempre me impediram de ver o mundo do modo que deveria. Eu sempre tive essa mania estranha de querer o mundo em minhas mãos, as mãos em teus cabelos ralos entrelaçados em meus dedos pequenos de menina-moça. Me vi de novo com o corpo fraco, mas com a alma forte; com vontade de ficar, pela primeira vez. Nos vi sem pressa, tão lentamente que me agonizava. Era como criança experimentando o primeiro amor. Sorrisos tolos, sensações desconhecidas. Sentimentos tão rondados por confusões que me deslumbravam de uma maneira louca. Sempre me encantei pelo novo, pelo que ainda vai vir. Domingo me fez pensar enquanto lia um livro qualquer que meus olhos eram teus de um modo único. Não por pertencerem a ti, mas sim por dominar os mesmo em grande parte do dia. Era como se fosse a ordem que surge do caos sem motivo aparente. Procurei no espelho a menina-moça que vi por um tempo e entortei a boca, nem sei porque. Talvez por nem encontrar a mim mesma. Eu só te via ali. O meu reflexo era o teu. Eu era tua. Era tua pior parte, aquela que você não entende, aquela que te dói. Sempre foi assim, não é? Eu posso sentir pelo teu olhar doce.

Beatriz Gonçalves

(Source: ninhos)

Photo postada em 3/06/2011 - 8:49pm | 4 notes | (Reblogue this)

atitudesoupalavras:

Uma parede branca, uma aquarela cheia de cores e o preto. Zoey tinha tantas opções a mesa, mas não conseguia enxergá-las. Tinha cartas não enviadas em sua caixa de lembranças não vividas. Conhecia tanto os finais das histórias já vividas algumas vezes. Guardava aqueles morangos azedos em sua geladeira branca, naquela cozinha negra, escura. Eu a observava todo dia, com sede de detalhes mínimos. Com amor nos olhos tão cansados de só olhar. Meus olhos azuis já desbotados se encontravam com aqueles olhos negros fixantes, com tanta vida. Zoey tinha um efeito incrível sobre mim. Porém, não apenas para mim. E como isso me doía. Zoey era uma destruidora de corações, dos mais frios e resistentes aos mais frágeis e novos. Não por mal, não, não por isso. Era seu jeito que encantava a todos e até todas que a cercavam. Zoey era doce sem enjoar, enlaçava sem sufocar. Zoey era a parede branca, que se pintava de acordo com o seu redor.

Beatriz Gonçalves

(Source: ninhos)

Photo postada em 3/06/2011 - 8:49pm | 2 notes | (Reblogue this)

atitudesoupalavras:

Aqueles alis ou aquis que aponto com o dedo já não valem mais, o que se tem aqui está por todo lugar e nós sabemos disso. Não fazer esforço para isso acontecer é a graça da coisa, ou das coisas; já nem sei. Assim, assado. Mal feito, feito. Não faz mais sentido, apesar de eu ter sentido tudo e muito. Havia tanta coisa sem explicação entre nós dois. Coisas que você nem lembra. Mas eu guardava na minha alma, ainda nem sei porque. Eu era tão esperançosa com nós, mesmo sem saber se o nós ao menos existia. Eu guardava tanto amor meu por ti, que cheguei a achar que a gente se amava. Enquanto só havia uma metade com sentimento. Chegava a ser cômico o modo que eu olhava com amor para aqueles olhos verdes frios. Aquilo era cômico, na verdade. Eu simplesmente me deixei levar. Não esperei pelo amanhã. Eu vivi o ontem. Sem nem perceber que o hoje passou por mim, pelos meus dedos pequenos e não consegui agarrar. Escorregou, assim como você em mim.

Beatriz Gonçalves 

(Source: ninhos)

Photo postada em 3/06/2011 - 8:49pm | Notes | (Reblogue this)
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