
A noite chega e traz consigo o frio que faz meu peito aquecer. Me encontro em estado que desconheço, só tento achar uma razão para isso esta acontecendo agora. Mas quem disse que sentimento tem razão? A sensação que essa pergunta me causa é no mínimo estranha. Eu me pergunto como tudo aquilo pôde acontecer, como hoje me encontro em minha casa, apenas com a companhia da solidão e do silêncio que sempre me invadem quando me encontro assim. O sentimento desconhecido já foi um pouco abafado pelos mesmos. Ou talvez eu mesma o tenha abafado. Já nem sei. Tenho um certo rancor do novo. Certas coisas novas me tiraram coisas antigas que amei. Nunca parei para pensar que as coisas antigas um dia foram novas, e que tive o mesmo receio. Isso sempre me doeu. Mas, afinal, em mim, o que não dói? O sentimento sufocado tentava sair pelas bordas das minhas barreiras sem sucesso inicialmente. Mas persistiu. E eu como tola que sou, por um momento de distração, deixei o novo sentimento invadir o peito, a mente, a razão. Receosa, me escondi atrás do silêncio e da solidão. Mas o novo sentimento era forte. Me tirou de todas as máscaras, me viu como era. Me encarou de frente com o sorriso. O sentimento é avassalador, é forte, é verdadeiro. Causa dor, mas causa alegria, causa a causa, causa a fonte. Esse sentimento, é o único sentimento que me salva a cada dia, que me levanta mesmo que me derrube. Esse sentimento, você, você sabe o nome do mesmo, mas talvez não o conheça como eu. Esse sentimento, se chama amor. Amor de pais, amor de irmãos, amor de amigos, amor de amor. Não importa. Era amor. Amor de uma forma que não sabia existir. Uma forma tão pura, tão forte. Tão amor. Tão verdade.
(Source: ninhos)












